Em um dos seus costumeiros "tours" de bike pelo mundo, Ritchey acabou desembarcando em Ruanda no ano de 2005. Além de conhecer as excepcionais belezas naturais de Ruanda, Ritchey pode acompanhar de perto o quão difícil é a vida das pessoas neste pais africano, e se propôs a desenvolver um projeto onde poderia conciliar o mundo no qual dedicou a sua vida, o das bikes, em uma forma de auxiliar o povo ruandês a alavancar o desenvolvimento sócio-econômico do pais. O ponto de partida do projeto foi o desenvolvimento de bikes especificas para pequenos produtores rurais escoarem a produção de café para os centros urbanos/comerciais, afim de obterem melhores preços pelos grãos, sem o intermédio de atravessadores.
O projeto da bike de baixo custo para os pequenos cafeecultores Ruandeses, mostrou-se tão importante e promissor, principalmente devido a quantidade de famílias que poderão ser beneficiadas por tal iniciativa, tendo em vista que segundo estimativas oficias, Ruanda tenha algo em torno de 500 mil pequenos produtores de café. O papel destas bikes é de suma importância, uma vez que facilita o transporte de grãos das áreas rurais até os centros lavagem e seleção de café, possibilitando a união destes pequenos produtores de forma a constituírem grupos maiores para negociação dos grãos produzidos.
Além das "CoffeeBike", outra iniciativa do Project Rwanda foi a formação de uma equipe nacional de ciclismo profissional, o Team Rwanda, com o objetivo de divulgar a cultura da bike e do esporte, além de defender o pais em eventos internacionais. Desta equipe de ciclismo, nasce também o Tour Rwanda e a Wooden Bike Classic. 
O Tour de Rwanda surgiu como a primeira competição nacional de ciclismo em Rwanda, onde anualmente percorre o interior do pais e chama a atenção do mundo para as belezas naturais deste pais em reconstrução, demonstrando uma forte vocação turística.
Um dos símbolos da pobreza no qual Ruanda foi alçada após os sangrentos conflitos nos anos 90, tornaram-se um importante símbolo do Project Rwanda, e uma poderosa ferramenta de divulgação do projeto como um todo para o restante do mundo.
As bikes de madeira surgiram em Ruanda, devido a necessidade da população em realizar o transporte de produtos, alimentos, madeira, etc. Ter uma bicicleta "normal" em Ruanda após este período de conflito, era algo totalmente fora da realidade econômica da população, sendo que a bike de madeira tornou-se a ferramenta de trabalho mais difundida pelo interior de Ruanda. Neste contexto, nasce a Wooden Bike Classic. Uma prova que acontece próximo a data do Tour Rwanda, onde competidores locais utilizam estas antigas bikes de madeira em uma competição nos moldes do ciclismo. Além de servir como uma importante ferramenta de desenvolvimento social, a Wooden Bike Classic tem sido utilizada pelo Project Rwanda como um importante fator de divulgação do projeto como um todo.
Para maiores informações sobre este belíssimo projeto, além de informações sobre as Coffe-Bike, Team Rwanda e a Wooden Bike Classic, acesse os links abaixo. Neste site você encontra farto material e detalhes sobre o projeto, e a lista de pessoas e parceiros que estão com Ritchey nesta empreitada.
A participação de 























Pellizotti em sua roda. O ciclista da Liquigas consegue contra-atacar e abrir uma pequena vantagem para o grupo Maglia Rosa. Pellizotti consegue alcançar a fuga e parte para o ataque final. Di Luca, em um ato solitário, tenta partir a caça de Pellizotti, mas o italiano pedala com determinação.


A briga agora é pelas bonificações da segunda e terceiro posições, com uma disputa acirrada entre Di Luca, Menchov, Basso e Garzelli. Os quatro ciclitas subiram os últimos metros desta incrivel escalada do Blockhaus, se estudando e esperando o melhor momento para atacar.
Melhor para Garzelli que conseguiu reunir forças para arrancar para fatura a segunda posição, seguido por Di Luca, Menchov e Basso, respectivamente.

Próximo à terceira meta de montanha, o Monte Catria, Scarponi e Cunego atacam a fuga e conseguem abrir alguns segundos para o restante dos ciclistas que compõem a fuga.
Na subida do Monte Catria, os escapados tentam alcançar os dois atletas que estão na ponta e o pelotão vem sendo controlado pela Rabobank, equipe do Maglia Rosa Denis Menchov. Cunego cruza a meta em primeiro, com Bosisio e Popovych em sua roda, com o pelotão tentando imprimir um ritmo mais forte. Popovych dita o ritmo na descida do Catria e abre alguns segundos para Cuneco e Bosisio, e chega a frente de ambos atletas no inicio da subida da última meta e chegada da etapa de hoje, o Monte Pretano. Embora a escalada dos escapados estivesse disputada, os verdadeiros ataques estavam acontecendo no grupo Maglia Rosa, que vinha a pouco mais de 3 minutos atrás, com sarrafadas consecutivas de Basso, Di Luca, Menchov e Sastre.


Di Luca, Menchov e Basso que vinham brigando durante toda a escalada, também buscam o grupo de Popovych, finalizando a etapa com Menchov em segundo, Di Luca em terceiro e Ivan Basso em quarto. 
