sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Pedal Monte Verde-MG até Atibaia-SP
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Pedal na Eslovênia
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
O Desafio das Pedras
Pois bem, como neste feriado estava com viagem marcada para a casa da minha mãe, que fica situada nesta região, decidi explorar algumas trilhas próximas à Barragem de Furnas, que pela proximidade a Serra da Canastra tem todos os ingredientes para um pedal legal.
Como não conheço nada da região, pedi auxílio ao meu primo Fernando e a um parceiro de trilha dele chamado Pardini. Ambos são funcionários de Furnas Centrais Elétricas e fazem enduro de moto na região.
Durante a semana que antecedeu minha viagem, o Pardini deixou com meu primo algumas imagens do Google Earth com os pontos de referência de uma trilha no entorno da Barragem demarcados.
Seria um pedal de mais ou menos 50 km, com nível de dificuldade médio.
Bike no carro, chegamos em Furnas no domingo, por volta das 9 horas da manhã. Minha esposa, filhas e minha mãe ficaram na casa de minha tia.
Eu e meu primo seguimos sentido ao inicio da trilha. Ele me acompanhou de moto nos primeiros 10 km a fim de explicar as referências dos mapas editados pelo Pardini e me mostrar algumas particularidades da região.
Trecho 1 – Passagem pela Barragem
Logo de início, seguimos sentido ao topo da Barragem de Furnas, afim de atravessar para a outra margem do Rio Grande.
Visual incrível da Hidroelétrica, do Rio e do reservatório. Depois da travessia por cima da Barragem, fizemos uma parada rápida no mirante da represa, afim de contemplar a paisagem e tirar algumas fotos.
Saindo do mirante, seguimos sentido travessia do Quebra Anzol. Descemos um trecho de single track até chegarmos às margens de um pequeno riacho, onde esta situado o camping Quebra Anzol. Vale mencionar que a região de Furnas encontramos em abundância um tipo de pedra conhecida como pedra mineira. Não preciso nem dizer como é difícil escalar e descer paredões composto com este tipo de pedra.
Para quem não conhece a pedra mineira, ela é muito utilizada em revestimento em bordas de piscinas.
Seguindo a travessia do Quebra Anzol, escalamos um pequeno trecho de "single tracks" em pedra e chegamos até a rodovia que daria acesso a outra trilha, que nos levaria até o Paraíso Perdido. Deste trecho em diante, meu primo Fernando me passou as ultimas orientações, desejou um bom pedal e retornou para Furnas.
Aos poucos a Barragem estava cada vez mais distante.
Trecho 2 – Paraíso Perdido
Seguindo pouco menos que um quilômetro pela rodovia, encontrei o acesso a trilha do Paraíso Perdido. A trilha na verdade é um estradão, margeado por plantações de cana e mata fechada em alguns trechos. Depois de alguns quilômetros de escaladas e descidas íngremes, cheguei a portaria da pousada Paraíso Perdido.
Antigamente esta região era de acesso livre a cachoeira que tem no local. Depois de alguns anos o proprietário da área resolveu construir uma pousada e camping e o acesso passou a ser controlado. Chegando nesta pousada, depois de mais ou menos 17 km rodados, decidi me informar com o pessoal de lá para saber se realmente estava na rota correta.
Segundo informações do pessoal da pousada, eu estava corretamente no roteiro traçado pelo Pardini, porém, eles me alertaram que pela dificuldade do terreno, provavelmente demoraria um bom tempo para completar o trajeto. Como a hora já estava adiantada e eu não tinha levado suprimentos, decidi aceitar a sugestão deles e retornar contornando uma chapada que compõe o vale ao redor da Barragem.
Trecho 3 – Paraíso Perdido-Casarão
Saindo do Paraíso Perdido, continuei em direção as referências demarcadas pelo Pardini. Chegando ao Casarão (um casarão abandonado no meio da trilha) encontrei uma corredeira de água, na qual tive que parar para pegar um pouco de água e tirar algumas fotos.
Como a água desta corredeira é proveniente de nascente, não preciso nem comentar o quanto estava limpa e gelada. As fotos falam por si só.
Trecho 4 – Início da subida da Chapada
A partir deste ponto, acabei saindo da trilha demarcada pelo Pardini e segui sentido a escalada da chapada, trilha essa indicada pelo pessoal do Paraíso Perdido. Aos poucos a trilha foi sumindo e logo me vi em um grande descampado, com muita vegetação rasteira e solo pedregoso.
Chegando ao topo da primeira etapa da chapada, percorri alguns trechos pedaláveis e segui sentido ao topo principal. O que era para ser um pedal de reconhecimento, se transformou em um Pedal de Corvo total...
Mais uma vez, bike nas costas e morro acima. Depois de mais ou menos uns 15 minutos, finalmente cheguei ao topo desta chapada. A vista simplesmente era deslumbrante. Consegui ver o reservatório, a Barragem, o acampamento de Furnas e a cidade de São José da Barra.
Depois, foi só me hidratar bem e fazer o caminho inverso. Já eram quase um hora da tarde e estava novamente atravessando o Quebra Anzol e seguindo rumo a Barragem. Ao chegar ao topo da Barragem, chegando novamente a Furnas, uma surpresa: minha corrente havia quebrado. Como já estava chegando, desci o ladeirão de acesso a Barragem e terminei o trajeto empurrando a bike.
Foi isso pessoal, mais ou menos 40 km de trilha com muita subida, pedra solta e uma ciclo escalada.
Gostaria de agradecer a ajuda e apoio do Pardini, que nos apresentou a região com um mapa show de bola e ao meu primo Fernando, pelas dicas e pela parceria que nos fez durante o primeiro trecho da trilha. Pena não ter pedalado o trajeto todo, porém oportunidades não irão faltar.
À tarde, juntamos toda a família e fomos rodar de carro mesmo por mais alguns locais da região. Simplesmente maravilhoso.
Texto e Fotos: Rodrigo Damaceno
Viagem realizada em Abril de 2007
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Pedal Noturno
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
MTB 12 Horas 2006
Em 2006, eu e mais um grupo de amigos nos juntamos no propósito de encarar o desafio de umas das provas de MTB mais simpáticas do Brasil: o MTB 12 Horas.
Depois de assistir as edições de 2004 e 2005, resolvi procurar alguns malucos para que formássemos um quarteto e disputar a prova no ano de 2006.
A tarefa de arrumar os loucos não foi tão difícil, principalmente quando o evento em questão é o 12 horas. Depois do quarteto formado (Robson Corvo / Sartori / Satoshi / Digão), passamos os meses anteriores a prova nos envolvendo no planejamento logístico e nos treinamentos para o desafio que estava por vir.
Depois de muito planejamento e expectativa, chegávamos enfim no dia da prova. Durante a tarde de sábado, ainda no reconhecimento, um susto. Acabei sofrendo uma queda em uma descida que não estava no traçado do ano anterior.
Acabei indo para o hospital com suspeita de fratura nas costelas. Depois do atendimento médico e dos exames de RX, chegou a conclusão que foi apenas uma pancada, porém, devido ao forte impacto, a respiração estava bastante dolorida. Imaginei que o planejamento de um ano todo iria por água abaixo, devido a possibilidade de não participar da prova.
Depois de uma noite inteira a base de analgésicos, consegui alinhar no início da manhã seguinte e participar desta grande festa do MTB nacional.
Meus sinceros agradecimentos aos companheiros de equipe que suportaram o pedal durante a noite realizando o revezamento que anteriormente estaria programado para quatro bikers.
Abaixo um videozinho que montamos com as fotos tiradas durante o evento.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Sampa
O trânsito de São Paulo não tem mais aquele tradicional horário de pico para literalmente travar.
Há algum tempo atrás, para fugirmos do trânsito pesado, optávamos por horários alternativos, fora da famosa hora do "rush", ocorrendo sempre no início das manhãs e finais de tarde.
Mas a realidade de hoje nos prova que um sistema de transporte baseado prioritariamente no carro, está próximo da falência total.
Até quando cidades como São Paulo emplacarão 800 automóveis por dia, em detrimento de uma tímida malha de ciclovias e de uma estrutura de transporte coletivo ineficiente.
Vamos torcer e fazer nossas vozes ecoarem para que o trânsito seja pensado de forma ampla, envolvendo meios de transporte alternativos aos automóveis.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Cheguei
Primeiramente, olá para os que não me conhecem. Depois de muito pensar, decidi criar um blog, afim de compartilhar um pouco das coisas que eu gosto, do dia a dia, cultivar novas amizades e trocar ideias em geral.
Sou natural de Campinas, interior de São Paulo, casado, pai de duas filhas maravilhosas, trabalho em uma multinacional do ramo de telecomunicações e MTBiker nas horas vagas.
Creio que o mundo da bike, no qual eu fiquei fora por cerca de 10 anos, tenha me levado a criar este blog. Depois que voltei a pedalar, mais ou menos uns 5 anos atrás, a internet tem sido uma grande ferramenta na pesquisa de assuntos relacionados a este fascinante mundo das duas rodas.
Espero poder compartilhar minhas andanças de bike por este Brasil a fora, e é claro, ouvir as histórias de vocês também.
Um forte abraço e até o próximo post.
Digão











