segunda-feira, 6 de julho de 2009

Tour de France 2009 - Stage 1, 2 e 3

Bom pessoal, podemos resumir assim as três primeiras etapas do Tour de France 2009: Tudo no seu devido lugar. Fabian Cancellara vence o CRI na 1ª Etapa, prova que é sua especialidade; Mark Cavendish vence as rápidas 2ª e 3ª Etapas e Lance Armstrong chega ao final do terceiro dia de prova em terceiro lugar na geral, a frente do seu companheiro de equipe Alberto Contador, e dos principais candidatos ao título Carlos Sastre e Cadel Evans...Opa, nem tudo está no lugar..hehehe. Nem os mais entusiasmados fãs do cowboy americano poderiam esperar este resultado, principalmente após vermos Lance sofrendo bastante durante o Giro di Itália deste ano. O fato é que Armstrong soube aproveitar o momento certo de atacar e acompanhar o grupo de escapados nesta 3ª Etapa, que acabou coroando o dia com um belo resultado. Não sabemos ainda como ele reagirá nas montanhas, mas uma coisa é certa, esse resultado de hoje, serviu para apimentar ainda mais o Tour deste ano, que promete ser imperdível até a chegada em Paris.
Stage 1 - Fotos e Resultados

Stage 2 - Fotos e Resultados

Stage 3 - Fotos e Resultados
A disputa das próximas etapas prometem ser emocionantes, principalmente com o resultado da geral das três primeiras etapas.
Fonte: http://www.steephill.tv/tour-de-france/

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Tom Ritchey & Project Rwanda

Quem já não ouviu falar da lenda viva do mountain bike mundial Tom Ritchey?
E quem também não ouviu falar de Ruanda, o pais africano que ficou mundialmente conhecido (infelizmente) pelo genocídio que protagonizou em meados dos anos 90, em uma batalha étnica entre Tutsis e Hutus, que vitimou milhares de centenas de pessoas.
Agora, o que Tom Ritchey e Ruanda tem em comum? Pois bem, até pouco tempo atrás realmente não tinham nada a ver, porém, após um período introspecto de Ritchey, mais precisamente no ano de 2005, a história do precursor do MTB e este pais africano em reconstrução se entrelaçaram, culminando na criação do Project Rwanda.

Em um dos seus costumeiros "tours" de bike pelo mundo, Ritchey acabou desembarcando em Ruanda no ano de 2005. Além de conhecer as excepcionais belezas naturais de Ruanda, Ritchey pode acompanhar de perto o quão difícil é a vida das pessoas neste pais africano, e se propôs a desenvolver um projeto onde poderia conciliar o mundo no qual dedicou a sua vida, o das bikes, em uma forma de auxiliar o povo ruandês a alavancar o desenvolvimento sócio-econômico do pais. O ponto de partida do projeto foi o desenvolvimento de bikes especificas para pequenos produtores rurais escoarem a produção de café para os centros urbanos/comerciais, afim de obterem melhores preços pelos grãos, sem o intermédio de atravessadores.O projeto da bike de baixo custo para os pequenos cafeecultores Ruandeses, mostrou-se tão importante e promissor, principalmente devido a quantidade de famílias que poderão ser beneficiadas por tal iniciativa, tendo em vista que segundo estimativas oficias, Ruanda tenha algo em torno de 500 mil pequenos produtores de café. O papel destas bikes é de suma importância, uma vez que facilita o transporte de grãos das áreas rurais até os centros lavagem e seleção de café, possibilitando a união destes pequenos produtores de forma a constituírem grupos maiores para negociação dos grãos produzidos. Além das "CoffeeBike", outra iniciativa do Project Rwanda foi a formação de uma equipe nacional de ciclismo profissional, o Team Rwanda, com o objetivo de divulgar a cultura da bike e do esporte, além de defender o pais em eventos internacionais. Desta equipe de ciclismo, nasce também o Tour Rwanda e a Wooden Bike Classic.

O Tour de Rwanda surgiu como a primeira competição nacional de ciclismo em Rwanda, onde anualmente percorre o interior do pais e chama a atenção do mundo para as belezas naturais deste pais em reconstrução, demonstrando uma forte vocação turística. Um dos símbolos da pobreza no qual Ruanda foi alçada após os sangrentos conflitos nos anos 90, tornaram-se um importante símbolo do Project Rwanda, e uma poderosa ferramenta de divulgação do projeto como um todo para o restante do mundo.
As bikes de madeira surgiram em Ruanda, devido a necessidade da população em realizar o transporte de produtos, alimentos, madeira, etc. Ter uma bicicleta "normal" em Ruanda após este período de conflito, era algo totalmente fora da realidade econômica da população, sendo que a bike de madeira tornou-se a ferramenta de trabalho mais difundida pelo interior de Ruanda. Neste contexto, nasce a Wooden Bike Classic. Uma prova que acontece próximo a data do Tour Rwanda, onde competidores locais utilizam estas antigas bikes de madeira em uma competição nos moldes do ciclismo. Além de servir como uma importante ferramenta de desenvolvimento social, a Wooden Bike Classic tem sido utilizada pelo Project Rwanda como um importante fator de divulgação do projeto como um todo.Para maiores informações sobre este belíssimo projeto, além de informações sobre as Coffe-Bike, Team Rwanda e a Wooden Bike Classic, acesse os links abaixo. Neste site você encontra farto material e detalhes sobre o projeto, e a lista de pessoas e parceiros que estão com Ritchey nesta empreitada.

http://projectrwanda.org

http://projectrwanda.org/wooden-bike-classic

http://www.ritcheylogic.com/tr_bio.phtml

terça-feira, 23 de junho de 2009

Nevada City Classic 2009

Depois de um bom período fora do ciclismo e de sua volta as pistas no ano de 2009, Lance Armstrong (Astana) vence sua primeira prova, no EUA. Realizada no norte da Califórnia, a prova aconteceu em um domingo ensolarado e bastante prestigiado pelo público, atmosfera festiva esta que a bastante tempo não era vista nesta prova, conforme relatou um dos organizadores. A participação de Armstrong e Leipheimer trouxe um clima festivo e interessante para a prova. Esta vitória de Lance, trás ainda mais expectativa para o Tour de France deste ano, onde teremos Lance na disputa da prova em que ele se consagrou.

Fonte: www.velonews.com

terça-feira, 16 de junho de 2009

FR a toda velocidade

Recebi de um colega esta semana, um vídeo muito legal. Infelizmente não consegui descobrir a fonte, quem são os bikers e o local de gravação, mas vale a pena dar uma olhada, pois a descida é alucinante.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Atualização do Blog

Pessoal,
Devido a problemas técnicos, não conseguimos atualizar o blog esses dias. Hoje a noite estaremos publicando os "posts" novamente, inclusive com o encerramento do Giro di Itália 2009.
Abs
Digão

domingo, 31 de maio de 2009

Giro di Itália 2009 - Stage 19

Chegou o grande dia. Na 19ª Etapa, tivemos a escalada do temido vulcão Vesúvio. Além da disputa dos preciosos pontos e bonificações que uma vitória nesta etapa poderia dar ao vencedor, a tradição tornou-se um combustível adicional para os ciclistas nesta etapa. De bônus, tivemos ainda uma das mais belas etapas deste Giro, com paisagens absolutamente magnificas.

Stage 19 - Avellino a Vesuvio (Ercolano), 164 Km

Embora uma pequena fuga tivesse conseguido uma boa vantagem para o pelotão durante o decorrer da etapa, o pelotão chegou compacto no pé da escalada do Vulcão Vesúvio, com seus 100m des ascensão. Após alguns sucessivos ataques de Di Luca, Ivan Basso e Pellizotti, ataques esses sempre neutralizados pelo pelotão, foi a vez de Carlos Sastre mais uma vez demosntrar porque é o atual campeão do Tour de France. Embora não esteja de fato concorrendo ao título do Giro deste ano, Sastre mostrou mais uma vez como pode ser extremamente competitivo em etapas de montanha.
Depois de atacar e partir no encalço de Ivan Basso, Sastre continuou escalando o Vesúvio de forma arrasadora, não dando chances para seus oponentes. Di Luca e Menchov continuaram a travar uma batalha incansável pela busca definitiva da Maglia Rosa, com Di Luca tendo o monopolio dos ataques, com Menchov sempre o marcando de perto. Outro importante desempenho nesta etapa, foi do ciclista da Liquigas, Franco Pellizotti, obtendo a segunda colocação na etapa.

Assista a chegada desta etapa:
http://www.raisport.rai.it/dl/RaiTV/programmi/media/ContentItem-6df2e0e4-16a3-4499-8d6a-37085caa3f71-raisport.html

Stage 19 results
1 Carlos Sastre (Spa) Cervelo Test Team 4.33.23
2 Franco Pellizotti (Ita) Liquigas .21
3 Danilo Di Luca (Ita) LPR Brakes - Farnese Vini .30
4 Denis Menchov (Rus) Rabobank .30
5 Ivan Basso (Ita) Liquigas .35
6 Levi Leipheimer (USA) Astana .53
7 Tadej Valjavec (Slo) AG2R La Mondiale 1.15

General classification after stage 19
1 Denis Menchov (Rus) Rabobank 81.13.55
2 Danilo Di Luca (Ita) LPR Brakes - Farnese Vini 0.18
3 Franco Pellizotti (Ita) Liquigas 1.39
5 Carlos Sastre (Spa) Cervelo Test Team 2.40
4 Ivan Basso (Ita) Liquigas 3.33
6 Levi Leipheimer (USA) Astana 4.55
7 Stefano Garzelli (Ita) Acqua & Sapone - Caffe Mokambo 8.48
8 Michael Rogers (Aus) Team Columbia - Highroad 9.32

Giro di Itália 2009 - Stage 18

Bom pessoal, estamos chegando nos momentos finais deste giro, e as incertezas de quem será o grande ganhador vão ficando para trás. De certo, temos que Denis Menchov e Danilo di Luca estão travando uma verdadeira batalha pelo lugar mais alto do pódio em Roma. Nos estágios 18, 19 e 20 tivemos esta certeza ainda mais clara, com Di Luca sempre tomando a iniciativa dos ataques e Menchov se defendendo muito bem. Segue abaixo os resultados da 18ª Etapa.


Stage 18 - Sulmona a Benevento, 182 Km

Stage 18 results
1 Michele Scarponi (Ita) S.Diquigiovanni-Androni Giocattoli 4.07.41
2 Félix Cardenas (Col) Barloworld
3 Danny Pate (USA) Garmin - Slipstream
4 Lars Ytting Bak (Den) Team Saxo Bank
5 Dmytro Grabovskyy (Ukr) ISD
6 Dries Devenyns (Bel) Quick Step
7 Jason McCartney (USA) Team Saxo Bank
8 Giovanni Visconti (Ita) ISD

General classification after stage 18
1 Denis Menchov (Rus) Rabobank
2 Danilo Di Luca (Ita) LPR Brakes - Farnese Vini 0.26
3 Franco Pellizotti (Ita) Liquigas 2.00
4 Ivan Basso (Ita) Liquigas 3.28
5 Carlos Sastre (Spa) Cervelo Test Team 3.30
6 Levi Leipheimer (USA) Astana 4.32
7 Michael Rogers (Aus) Team Columbia - Highroad 7.05
8 Stefano Garzelli (Ita) Acqua & Sapone - Caffe Mokambo 8.03

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Giro di Itália 2009 - Stage 17

Etapa duríssima para os ciclistas, entre as cidades de Chieti e a escalada do Blockhaus, com 2064m de altitude. Com certeza foi uma etapa que separou os adultos das crianças. Brincadeiras a parte, mais uma vez tivemos uma disputa acirradissima entre os principais nomes candidatos ao título do Giro 2009.
Stage 17 - Chieti a Blockhaus, 83 Km
Por ser uma etapa relativamente curta, os ataques se iniciam de forma premtura também, iniciado pelo ciclista Thomas Voeckler (Bouygues), que consegue abrir pouco mais de 10 segundos para o pelotão.
Próximo do km 20 da etapa, a fuga já conta com vários competidores, dentre eles Felix Cardenas (Barloworld), Matteo Bono (Lampre), Visconti (ISD), Voeckler (Bouygues), Ruggero Marzolli (Aqua & Sapone), Mauro Facci (Quick Step), que conseguem abrir próximo de 2 minutos para o pelotão. Neste momento, a LPR de Danilo di Luca e a Rabobank, do Maglia Rosa Denis Menchov começam a se revesar na ponto do pelotão, ditando o ritmo afim de diminuir esta vantagem para os ciclistas escapados. O ritmo é alucinante, tanto da fuga como do pelotão.
Depois de muito trabalho entre as equipes, os competidores iniciam a escalada do Blockhaus com a fuga apenas com apenas 40 segundos de vantagem para o pelotão. Neste momento, começam os ataques no grupo Maglia Rosa, com Lance Armstrong da Astana na iniciativa de ataques.Pellizotti em sua roda. O ciclista da Liquigas consegue contra-atacar e abrir uma pequena vantagem para o grupo Maglia Rosa. Pellizotti consegue alcançar a fuga e parte para o ataque final. Di Luca, em um ato solitário, tenta partir a caça de Pellizotti, mas o italiano pedala com determinação.
Com muita raça e determinação, Franco Pellizotti arranca para a vitória da 17ª Etapa do Giro 2009.
A briga agora é pelas bonificações da segunda e terceiro posições, com uma disputa acirrada entre Di Luca, Menchov, Basso e Garzelli. Os quatro ciclitas subiram os últimos metros desta incrivel escalada do Blockhaus, se estudando e esperando o melhor momento para atacar.Melhor para Garzelli que conseguiu reunir forças para arrancar para fatura a segunda posição, seguido por Di Luca, Menchov e Basso, respectivamente.
Assista a chegada a etapa de hoje no link abaixo:
Stage 17 results
1 Franco Pellizotti (Ita) Liquigas 2.21.06 (35.294 km/h)
2 Stefano Garzelli (Ita) Acqua & Sapone - Caffe Mokambo 0.42
3 Danilo Di Luca (Ita) LPR Brakes - Farnese Vini 0.43
4 Denis Menchov (Rus) Rabobank 0.48
5 Ivan Basso (Ita) Liquigas 0.57
6 Marzio Bruseghin (Ita) Lampre - N.G.C. 1.54
7 Sylvester Szmyd (Pol) Liquigas 1.55
8 Michael Rogers (Aus) Team Columbia - Highroad 1.59
9 Carlos Sastre (Spa) Cervelo Test Team
10 Lance Armstrong (USA) Astana
11 Levi Leipheimer (USA) Astana
12 Tadej Valjavec (Slo) AG2R La Mondiale
13 Gilberto Simoni (Ita) S. Diquigiovanni-Androni Giocattoli 2.05
14 Francesco Masciarelli (Ita) Acqua & Sapone - Caffe Mokambo 2.09
15 Kanstantsin Siutsou (Blr) Team Columbia - Highroad 2.17
General classification after stage 17
1 Denis Menchov (Rus) Rabobank 72.28.24
2 Danilo Di Luca (Ita) LPR Brakes - Farnese Vini 0.26
3 Franco Pellizotti (Ita) Liquigas 2.00
4 Ivan Basso (Ita) Liquigas 3.28
5 Carlos Sastre (Spa) Cervelo Test Team 3.30
6 Levi Leipheimer (USA) Astana 4.32
7 Michael Rogers (Aus) Team Columbia - Highroad 7.05
8 Stefano Garzelli (Ita) Acqua & Sapone - Caffe Mokambo 8.03

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Bike Retrô - O preço de uma marca

Estamos acostumados a ver bikes de competição custarem 5, 7 e até 7 mil dólares. Geralmente são bikes para atletas de alto desempenho, com componentes desenvolvidos com materiais aeronáuticos, utilizando técnicas de testes caríssimas, tais como túneis de vento, etc...
O curioso é vermos bikes criadas por grifes famosas, com atributos tecnológicos um tanto quanto limitados, porém com preços astronômicos. Logo abaixo temos uma amostra disso, com esta bike criada e lançada pela grife Fendi, com singelos 9.500 dólares pendurados na placa de preço..hehe.
Com certeza, o mundo da moda nos surpreende nas passarelas do mundo afora, com tendências novas e "esquisitices" que nas ruas nos pareceria muito estranhas, mas que na verdade lança conceitos nos quais a indústria da moda de inspira.
O fato é que se temos estas excentricidades no mundo da moda, é porque existe mercado e estes métodos acabam por divulgar estas marcas no meio no qual estão inseridas.
Mas para os amantes das duas rodas, acabam sendo encaradas como excentricidades mesmo.