quinta-feira, 30 de abril de 2009

Paris - Roubaix 2009

Terça-feira passada estava passando os canais antes de ir dormir, eis que chegando na ESPN, estava sendo reprisado o "highlight" da Paris - Roubaix deste ano.
Considerada uma das Clássicas mais tradicionais da Europa, a prova esbanja belos visuais do interior da França, além é claro, da nítida imagem de dificuldade transmitida pelos ciclistas.

Circuito
Os trechos de paralelepipedos, além de trazer um charme todo especial para prova, a torna na mesma proporção em uma das mais duras provas de um dia.

Trecho de Paralelepipedo - Dificuldade para o pelotão
Este ano, como em outras duas oportuniades, deu Tom Boonen (Quick Step), seguido de Fellippo Pozzato (Team Katusha) e Thor Hushovd (Cervelo Test Team).

Tom Boonen escapado
Boonen chegou escapado ao velódromo de Roubaix, e partiu para a chegada em um sprint solitário.
Para cobertura completa, acesse: http://www.letour.fr/2009/PRX/LIVE/us/index.html
É isso ai, em Maio tem Giro di Itália e em Julho o Tour de France.
Fotos: Grahan Watson e www.aso.fr

quarta-feira, 22 de abril de 2009

FreeRide Again

Bom pessoal,
Hoje recebi um link de video através da lista do yahoogroups do Campinas Bike Clube, e decidi compartilhar aqui.
Trata-se de um freerider britânico, literalmente destruindo em cima da bike.
Vale a pena ver o video inteiro.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

The Rock - O Desafio da Placa

Olá pessoal,
Em 2006 participei da prova The Rock - O Desafio da Placa. Durante o processo de inscrição, conversei com alguns amigos para tentar decifrar o porque do " O Desafio da Placa".
No dia da prova, que aconteceu na cidade de Santana do Parnaíba, descobrimos da forma mais dolorida o real motivo do título da prova...hehe..
A largada aconteceu na pátio de uma mineradora nos arredores da cidade, o ponto "alto" da prova, era uma super escalada até o topo de um morro onde tem uma placa de advertência para aviação.
Imaginem o tamanho da montanha, para ter até placa de sinalização para o tráfego aéreo...hehe
Seguem algumas fotos da prova:



A temida placa

Fotos: Divulgação e Ativo.com

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Serra do Curral - Belo Horizonte

Pessoal,
Já faz alguns dias desde a minha última postagem, mas vamos lá..hehe
Hoje escolhi uma foto que tirei no topo da Serra do Curral, em Belo Horizonte. Estive trabalhando na cidade por 1 ano, e acabei rodando de bike por alguns pontos da cidade, como a lagoa da Pampulha e Serra do Curral.
Depois de muito subir, desde o centro da cidade, a vista lá do alto é impressionante.


Conversando com alguns bikers da região, me disseram que a região de Nova Lima, que começa após a Serra do Curral, tem trilhas muito legais. Pena que na minha estada na cidade, não tive tempo de explorar mais esta região. De qualquer forma, valeu a pena escalar até o topo de BH...hehe

sexta-feira, 20 de março de 2009

DH e Free-Ride

Para quem gosta de FR e DH, achei este videozinho pela net estes tempos. Trata-se de nada mais, nada menos que os irmãos Athertons, descendo "pirambas" animais no deserto do estado americano de Utah.

Simplesmente massa. Os créditos estão no final do filme.


segunda-feira, 9 de março de 2009

Trilha da Pedra - Morungaba/SP

Sabado a é dia de pedal. Durante a semana, varias trocas de e-mail até confirmar os horários.
Sábado as 15hs, um pouquinho atrasado, iniciamos a trilha. Eu, Gustavo, Digão, Luciano, Emilio e Fabio.
Comecamos pedalando no asfalto rumo ao Pico das Cabras.(Campinas - Morumgaba) Viramos a direita, entramos na rua de terra e ai começa a brincadeira. Logo de cara pegamos subida, bastante subida.

O tempo muito seco e um pouco de calor não ajudavam a vencer as subidas. O Fabio não estava muito bem no dia e as subidas do começo eram bem puxadas.
Quando finalmente vencemos as subidas mais fortes, entramos em uma chácara, pegamos um pouco de água e seguimos pela estrada.

Eu e o Digão, pra variar, contando piadas. Logo chegamos no ponto mais esperado do dia. A entrada do Single Track.
Entramos por uma abertura na cerca e o Emilio tomou um capote, nada grave e rendeu boas risadas. O Luciano achou que estava brincando de peão de boiadeiro com a bike e tambem quase levou um chão. Acho que o pé não saiu do clip e por isso desequilibou.
No inicio do single tem uma subidinha, atravessa uma mata e chegamos em uma pedra onde paramos para fotos. O lugar eh muito show, da para ver Morungaba, um monte de morros, o horizonte. Dificil descrever e as fotos mostrarão o visual.


Problema era tirar a foto. O Gustavo tinha que colocar a camera no automático e sair correndo para sair na foto também. O problema era se corresse demais, ele cairia da pedra... essa zueira toda também rendeu boas risadas.
De volta ao single, era descida, bem acidentada e fechado. Perfeito !!!
Terminando esse trecho chegamos em uma área onde a erosão está acabando com o local.
Entramos em outro single onde tem uma vala de +/- 30cm de largura e 1,5m de produndidade que acompanha o single por uns 300metros. Cair ali ia ser feia a coisa.



Chegamos em uma porteira de cerca onde sempre passamos sem nenhum problema mas dessa vez tinha uma corrente com cadeado e placas como "Proibida a entrada" e "Proibida entrada, esse eh o ultimo aviso".

Como ninguem estava disposto a subir aquele single muito técnico, resolvemos arristar e pulamos a cerca. Continuamos no single, agora em mata fechada, até chegarmos em uma fazenda. Sem fazer muio barulho continuamos o pedal.
Chegamos em uma área que foi desmatada recentemente, infelizmente. E isso nos confundiu um pouco por onde seguir. Encontramos o caminho e iniciamos a subida.
Na última vez em que estivemos lá, nos ralamos para subir e dessa vez subimos numa boa. Até achamos estranho, como melhoramos muito nosso condicionamento desde a última vez... Até que... Lembramos que são 2 subidas nesse trecho e a segunda eh a que pega pra valer.
Eh uma subida no meio dos eucalipitos. Tem pedras soltas, muita folha, galhos, bastante ingrime e longa. Iniciamos a subida.

O Digão e Luciano mandaram ver. Subiram forte e demais, pobres mortais fomos subindo pedal após pedal.... Chegamos no final dessa subida, pulamos a cerca novamente e voltamos para a estrada de terra.

Estavamos preocupados com o horário pois já estava escurecendo. O por-do-sol era show.
Pegamos uma descida de +/- 4km. Ae foi minha vez de andar forte hohoho.
Eu simplesmente voei... Paramos na bica d´agua para encher as garrafinhas e pedal novamente. Caiu a noite.
O Luciano e Gustavo andaram um pouco mais forte e nós fomos junto com o Fábio que não estava bem. No meio da escuridão veio uma caminhonete dos céus, dirigida pelo Santo Luis. Colocamos a bike na carroceria e o Fábio foi para Joaquim Egidio. Eu, Digão e Emilio continuamos pela trilha e chegamos até o Luciano e Gustavo que nos esperava para comecar o trecho de 8km de asfalto. Essa hora foi Insana.
Noite, tudo escuro, asfalto, sem carro algum e frio, muito frio... montamos um pelotão e mandamos ver. Muito legal e dificil descrever como foi legal.
Finalmente chegamos no ponto de partida e o Fábio esparava por nos, já estava melhor.
Bom, o pedal foi isso, pura emoção.
Texto: Marcelo Perine
Fotos: Gustavo Rondinelli

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Pedal Monte Verde-MG até Atibaia-SP

Em 2006, participei em conjunto com o pessoal do Campinas Bike Clube, de um pedal entre as cidades de Monte Verde-MG e Atibaia-SP. Este pedal é tradicionalmente organizado pela galera da Aticiclo de Atibaia ( www.aticiclo.com.br), e acontece geralmente uma vez por ano.
Nossa jornada se iniciou em Campinas, por volta das 4:00hs da manhã do domingo. Seguimos de Van fretada até a cidade de Atibaia, onde iríamos nos juntar com a galera que estava organizando e seguir de ônibus até a cidade de Monte Verde.

Galera do Campinas Bike Clube
Ao chegar a serra que dá acesso a Monte Verde, já tínhamos uma amostra do que nos esperava: Morros, muitos morros e pirambas...
Chegando em Monte Verde, o pessoal foi logo descarregando as bikes e realizando o último check no equipamento. O pessoal da Aticiclo realizou um pequeno "brief" afim de alertar o pessoal sobre o trajeto e de como seria a programação do dia.


"Brief" realizado pelo pessoal da Aticiclo

Depois da foto inaugural em frente ao portal da cidade, seguimos pelo asfalto até chegar no ponto inicial de acesso as trilhas, afinal de contas, 100km´s de trilhas e estradas vicinais nos esperavam. Cerca de 100 biker´s largaram do portal de Monte Verde.

Galera do Campinas Bike Clube : Beto Polo

Após um trecho inicial de subidas e descidas, uma pequena parada para agrupar o pessoal e repor as energias com água e suprimentos. Este trajeto entre Monte Verde e Atibaia é muito conhecido pelos MTbikers de plantão, devido ao relevo totalmente favorável a prática do MTB, além é claro das muitas belezas naturais, entre elas a Cachoeira dos Pretos.

Digão, Satoshi, Bal, Robson Corvo e Marcelão

Parada rápida para manutenção: mais um pneu furado
Bal, Beto Polo, Robson Corvo, Marcelão, Satoshi, Breno e Lula Baiano
Conforme programado pela Aticiclo, chegamos por volta das 12:00hs na cidade de Joanópolis, onde já nos aguardava uma macarronada muito bem preparada. Entramos na fila da "merenda", onde cada biker recebia um prato de macarronada mais um pãozinho francês. Esta massa quente que foi servida, além de fortalecer a pedalada devido aos carboidratos, serviu para ajudar a espantar o frio que fazia neste dia.

Hora da Merenda em Joanópolis
Após a parada para o almoço, a galera se reuniu na Igreja Matriz de Joanópolis para tirarmos uma foto nas escadarias. Logo após, retornamos ao pedal, agora pela estrada que liga Joanópolis a Piracaia. Todo este trecho foi percorrido em asfalto, com direito a formação de pequenos "pelotões" no trecho de serra.

Depois de pequena pausa na cidade paulista de Piracaia, seguimos sentido a Atibaia, em um trecho misto entre trilhas e estradas vicinais.
Os primeiros bikers chegaram no ginásio esportivo em Atibaia por volta das 17;00hs. Desafio completado, o restante do dia foi dedicado a um churrasco oferecido pelo pessoal da Aticiclo.
Para programação destes passeios, acesse o site da Aticiclo: http://www.aticiclo.com.br/
Texto: Digão
Fotos: Satoshi e Campinas Bike Clube

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Recado simples e direto

Impossível recado mais direto..hehe. Alguém se candidata a pular esta cerca.

Pedal na Eslovênia

Esses dias estava navegando pela net e encontrei este link no fórum do pedal.com
Segundo o biker que postou, trata-se de uma região da Eslovênia. Simplemente magnífico.
All Montain em sua essência.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O Desafio das Pedras

Há mais ou menos um ano estive conversando com alguns amigos do Campinas Bike clube sobre a possibilidade de realizarmos um pedal pela região da Serra da Canastra, no Sul de Minas Gerais. A região é conhecida dos trilheiros de plantão pelas belíssimas serras e chapadas, cachoeiras e pelas nascentes de importantes rios, como o São Francisco.
Como na época não foi possível realizar tal pedal, a idéia ficou meio esquecida. O Marcelo e o Cristiano estiveram por lá um tempo depois, porém, devido as fortes chuvas não conseguiram conhecer todo o potencial da região.
Pois bem, como neste feriado estava com viagem marcada para a casa da minha mãe, que fica situada nesta região, decidi explorar algumas trilhas próximas à Barragem de Furnas, que pela proximidade a Serra da Canastra tem todos os ingredientes para um pedal legal.

Como não conheço nada da região, pedi auxílio ao meu primo Fernando e a um parceiro de trilha dele chamado Pardini. Ambos são funcionários de Furnas Centrais Elétricas e fazem enduro de moto na região.

Durante a semana que antecedeu minha viagem, o Pardini deixou com meu primo algumas imagens do Google Earth com os pontos de referência de uma trilha no entorno da Barragem demarcados.
Seria um pedal de mais ou menos 50 km, com nível de dificuldade médio.
Bike no carro, chegamos em Furnas no domingo, por volta das 9 horas da manhã. Minha esposa, filhas e minha mãe ficaram na casa de minha tia.

Eu e meu primo seguimos sentido ao inicio da trilha. Ele me acompanhou de moto nos primeiros 10 km a fim de explicar as referências dos mapas editados pelo Pardini e me mostrar algumas particularidades da região.


Trecho 1 – Passagem pela Barragem
Logo de início, seguimos sentido ao topo da Barragem de Furnas, afim de atravessar para a outra margem do Rio Grande.
Visual incrível da Hidroelétrica, do Rio e do reservatório. Depois da travessia por cima da Barragem, fizemos uma parada rápida no mirante da represa, afim de contemplar a paisagem e tirar algumas fotos.

Saindo do mirante, seguimos sentido travessia do Quebra Anzol. Descemos um trecho de single track até chegarmos às margens de um pequeno riacho, onde esta situado o camping Quebra Anzol. Vale mencionar que a região de Furnas encontramos em abundância um tipo de pedra conhecida como pedra mineira. Não preciso nem dizer como é difícil escalar e descer paredões composto com este tipo de pedra.
Para quem não conhece a pedra mineira, ela é muito utilizada em revestimento em bordas de piscinas.


Seguindo a travessia do Quebra Anzol, escalamos um pequeno trecho de "single tracks" em pedra e chegamos até a rodovia que daria acesso a outra trilha, que nos levaria até o Paraíso Perdido. Deste trecho em diante, meu primo Fernando me passou as ultimas orientações, desejou um bom pedal e retornou para Furnas.
Aos poucos a Barragem estava cada vez mais distante.


Trecho 2 – Paraíso Perdido
Seguindo pouco menos que um quilômetro pela rodovia, encontrei o acesso a trilha do Paraíso Perdido. A trilha na verdade é um estradão, margeado por plantações de cana e mata fechada em alguns trechos. Depois de alguns quilômetros de escaladas e descidas íngremes, cheguei a portaria da pousada Paraíso Perdido.
Antigamente esta região era de acesso livre a cachoeira que tem no local. Depois de alguns anos o proprietário da área resolveu construir uma pousada e camping e o acesso passou a ser controlado. Chegando nesta pousada, depois de mais ou menos 17 km rodados, decidi me informar com o pessoal de lá para saber se realmente estava na rota correta.
Segundo informações do pessoal da pousada, eu estava corretamente no roteiro traçado pelo Pardini, porém, eles me alertaram que pela dificuldade do terreno, provavelmente demoraria um bom tempo para completar o trajeto. Como a hora já estava adiantada e eu não tinha levado suprimentos, decidi aceitar a sugestão deles e retornar contornando uma chapada que compõe o vale ao redor da Barragem.


Trecho 3 – Paraíso Perdido-Casarão
Saindo do Paraíso Perdido, continuei em direção as referências demarcadas pelo Pardini. Chegando ao Casarão (um casarão abandonado no meio da trilha) encontrei uma corredeira de água, na qual tive que parar para pegar um pouco de água e tirar algumas fotos.

Como a água desta corredeira é proveniente de nascente, não preciso nem comentar o quanto estava limpa e gelada. As fotos falam por si só.





Trecho 4 – Início da subida da Chapada
A partir deste ponto, acabei saindo da trilha demarcada pelo Pardini e segui sentido a escalada da chapada, trilha essa indicada pelo pessoal do Paraíso Perdido. Aos poucos a trilha foi sumindo e logo me vi em um grande descampado, com muita vegetação rasteira e solo pedregoso.

No início, até que a pedalada estava fluindo bem, porém não sabia o que ainda me esperava. Conforme a inclinação do paredão foi aumentando, as pedras soltas também, e o movimento de pedalar se tornou praticamente impossível.

A partir deste ponto, imaginei: ou é escaldar e tentar sair do outro lado do vale, ou voltar os vinte e poucos quilômetros que já tinha pedalado. Bike nas costas, comecei o trecho de ciclo escalada hehe...
Chegando ao topo da primeira etapa da chapada, percorri alguns trechos pedaláveis e segui sentido ao topo principal. O que era para ser um pedal de reconhecimento, se transformou em um Pedal de Corvo total...
Mais uma vez, bike nas costas e morro acima. Depois de mais ou menos uns 15 minutos, finalmente cheguei ao topo desta chapada. A vista simplesmente era deslumbrante. Consegui ver o reservatório, a Barragem, o acampamento de Furnas e a cidade de São José da Barra.

Todo o esforço dedicado até ali foi totalmente recompensado. Parei para tomar um pouco de água e recompor as energias para iniciar a descida. E que descida. Todas aquelas pedras soltas que encontrei na escalada, também estavam presentes na descida. Aos poucos, fui procurando pequenas trilhas que me levassem até ao pé desta chapada, para encontrar o caminho de volta. Descida completada, encontrei novamente o estradão que tinha utilizado para acesso até o Paraíso Perdido.
Depois, foi só me hidratar bem e fazer o caminho inverso. Já eram quase um hora da tarde e estava novamente atravessando o Quebra Anzol e seguindo rumo a Barragem. Ao chegar ao topo da Barragem, chegando novamente a Furnas, uma surpresa: minha corrente havia quebrado. Como já estava chegando, desci o ladeirão de acesso a Barragem e terminei o trajeto empurrando a bike.
Foi isso pessoal, mais ou menos 40 km de trilha com muita subida, pedra solta e uma ciclo escalada.
Gostaria de agradecer a ajuda e apoio do Pardini, que nos apresentou a região com um mapa show de bola e ao meu primo Fernando, pelas dicas e pela parceria que nos fez durante o primeiro trecho da trilha. Pena não ter pedalado o trajeto todo, porém oportunidades não irão faltar.
À tarde, juntamos toda a família e fomos rodar de carro mesmo por mais alguns locais da região. Simplesmente maravilhoso.

Texto e Fotos: Rodrigo Damaceno

Viagem realizada em Abril de 2007